Ler um livro, para
alguns, é extremamente cansativo e chato. Já para outros, é como pura
endorfina, trazendo felicidade e inspiração. Eu me enquadro no segundo grupo e
desejo que ele se torne cada vez mais numeroso, afinal de contas, a cultura no
Brasil de +livros e +bibliotecas não é muito difundida como nos outros
países.
Somos poucos, é verdade, mas estamos crescendo, principalmente
com a constante divulgação da importância da leitura para o sucesso pessoal e
profissional, através de grandes nomes do meio literário, do presente ou do
passado.
O professor Pierluigi
foi um deles e em uma de suas palestras no IASP - Instituto Adventista de
São Paulo – em 2013, ele afirmou que é necessário encontrar o seu tipo de livro. Diz ele: “Ninguém sobe a escada da inteligência,
se não for um leitor. Ninguém é um leitor, se não for alguém que ler muito.
Ninguém ler muito, se não for alguém que ler por prazer.”
Segundo ele, é
importante descobrir o prazer de ler e isso acontece quando a pessoa ler de tal
maneira, que acaba entrando no livro.
É conhecido que grandes médicos, físicos e
empreendedores são hoje o que são porque foram inspirados pelos livros que
leram. “Foram
escritos milhões de livros no mundo, um foi feito para você!”
Outra
personalidade fundamental foi Ariano Suassuna, que afirmou em uma entrevista a revista Nova Escola que não
tinha o hábito da leitura e sim a paixão pela leitura. Ela sempre foi uma “fonte de encantamento” para ele.
Quando criança,
ele lia com prazer e alegria os livros da biblioteca, montada pelo pai, em
casa. Quase sempre, Ariano demonstrava o seu desejo de espalhar a cultura
popular brasileira e era notável a importância da leitura na busca por esse
objetivo.
Em uma matéria da BBC News, em 4 de outubro de 2014, a escritora Sophie Kinsella falou de 10 dicas muito interessantes
para quem deseja se tornar um autor de best-seller.
Na segunda dica
especificamente, encontramos a seguinte frase: “Ler é vital se você
quiser ser um escritor, é essencial.
Eu tenho sido uma devoradora de livros desde pequena. Eu era do tipo que
preferia ler uma caixa de cereal várias e várias vezes do que ter uma conversa
no café da manhã.”
Agora preste
bastante atenção...ela não falou que ler é bom ou até importante para se tornar
um autor de sucesso. Ela disse que ler é vital! Você acha que ela se tornou
uma autora renomada devorando livros que não gostava? Ou que pareciam chatos,
mas ela tinha que ler porque precisava? É claro que não!! Os livros que ela
leu, pode não ser interessante para você e nem para mim, mas são para ela!
O que eu explico
aqui é: Ache os seus livros! Entre
numa livraria, biblioteca, sebo, casa de vó e comece a ler qualquer um que
achar. Se não gostar nas primeiras páginas, pare e comece outro no mesmo instante.
Continue procurando...e acabará encontrando.
Ela é autora de
dois livros que eu li: “Os Delírios
de Consumo de Becky Bloom” e também
de “Fiquei com o seu número.” A entrevista está em inglês, mas acho
que vale super a pena conferir, principalmente para quem pensa em escrever um
livro, afinal, quanto mais dicas melhor, né?!
Agora por último e
não menos importante, falo sobre o livro J.
K. Rowling: A Biography, por Connie Ann Kirk, onde fica clara a importância
que a leitura teve para Rowling desde que ela era uma criança.
Nos anos 60 e
inícios dos 70, não tinha videogame ou computadores e a família dela não era de
assistir muita televisão. Dessa forma, a imaginação de J. K. Rowling era livre para se desenvolver tomando
a forma que quisesse. Ela afirma ainda que o livro The Little White Horse, lido quando criança, teve influência na
escrita do primeiro livro da saga Harry Potter.
Essa referência
também é encontrada na biografia de Rowling, escrita por Sean Smith.
O ponto chave
dessas duas biografias é justamente o fato dela ter crescido rodeada por
livros, pois seus pais amavam ler. Ela era uma ávida leitora e desde muito nova
já sabia que queria ser escritora. “Eu
vivia para livros”. Disse Rowling.
E mais uma vez...ninguém vive por livros que não gosta. Está vendo a diferença agora?! Quando eu estava no colégio e a professora
passava aqueles livros paradidáticos terríveis, eu lia correndo sem nem prestar
atenção direito nas palavras, só para que acabasse mais rápido. Era obrigatória
a leitura, pois iria cair na prova. Obrigatória a leitura de um livro chato???
Veja bem o que as crianças passam. O livro que me salvou da névoa de que ler
era ruim, foi Fernando e Isaura - Ariano Suassuna. Ele foi ótimo para mim e com
ele descobri o prazer de ler.
Quero muito que
encontre o seu tipo de livro e descubra que pode fazer grandes coisas na vida,
porque foi inspirado pelos livros escolhidos a dedo para se tornarem parte de
você.